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O Brasil entre as principais preocupações da Argentina




18/03/2016 |
manifestação contra a presidente Dilma, o ex-presidente Lula e o PT foi destaque na imprensa argentina. E motivo de análise. “Argentina precisa de um sócio com estabilidade”, afirmou-se.

Fotos dos protestos em Copacabana, no Rio de Janeiro, na Avenida Paulista, em São Paulo, e na Praça dos Três Poderes, em Brasília estampam as primeiras páginas dos jornais e sites argentinos nesta segunda-feira.

As emissoras de televisão também exibem imagens da véspera da multidão vestindo verde e amarelo, pedindo a saída de Dilma, criticando o ex-presidente Lula e o PT, e em defesa do juiz Sergio Moro, que investiga a operação Lava Jato.

Logo cedo, na rádio Mitre, de Buenos Aires, informou-se ainda que a multidão na capital paulista rejeitou a presença dos opositores - senador Aécio Neves e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, “num sinal de que existe cansaço da classe política atual”, interpretou-se.

No Clarín, o economista Dante Sica, da consultoria Abeceb, que é especializado na relação econômica bilateral escreveu o artigo: “A Argentina precisa de um sócio com estabilidade”.

Segundo ele, se a crise política brasileira não for interrompida “com um acordo de governabilidade” afetará ainda mais a economia do Brasil. “E a crise econômica tampouco encontrará um limite e afetará não só a economia da Argentina, mas de toda a região”, disse Sica.

A correspondente do Clarín em São Paulo, Eleonora Gosman, citou a colunista do jornal O Estado de São Paulo, Dora Kramer, ao argumentar que o destino da presidente Dilma Rousseff não necessariamente será definido pelos protestos.

“Seja qual for a quantidade de pessoas nas ruas contra o governo, não serão estes protestos o fator determinante dos destinos da presidente Dilma Rousseff”, cita a correspondente recordando observação feita pela colunista brasileira, “com acesso à oposição”.

A correspondente concorda com a observação já que, escreveu, a oposição também encara acusações de corrupção.

Além disso, observa, o PMDB, partido da base aliada, não rompeu imediatamente com o governo, na convenção realizada sábado (12), um dia antes das manifestações.

“Sem o PMDB os opositores não contam com os votos suficientes no Congresso para liderar o processo de impeachment”, escreveu a correspondente.

A outra opção, recordou, seria a renúncia da presidente. Mas ela já avisou que não o faria.

“Resta a última opção: que o Supremo Tribunal Federal (STF) não aprove as contas da campanha eleitoral de 2014. E neste caso, não só Dilma mas também o vice-presidente Michel Temer ficariam fora (do governo). Algo que o PMDB ano está disposto a aceitar”, escreveu.

Ela escreveu ainda que o PT não conseguiu mostrar que está catalisando apoio das ruas e observou que o ex-presidente Lula foi visto ontem “profundamente abatido” 

Na semana passada, o governo argentino expressou preocupação com a situação política no Brasil. A chanceler Susana Malcorra chegou a dizer que "se o Brasil 'espirra' a Argentina tem 'pneumonia'".

Seja como for, a Argentina está de olho em cada passo do desenrolar da crise política do Brasil.

Fonte: Clarin



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